Honda Hornet: história, motor, anos, equipamentos (e detalhes)

Motos Honda CB 600 F Hornet

Predileta entre os alucinados por motociclismo, a Honda Hornet, com suas duas décadas de evolução, tem atualmente uma série de fãs que acompanham todas as inovações da motocicleta mais conhecida da Honda.

Feita antes de tudo no Japão, no ano de 1998, a Honda Hornet – nome que origina-se do inglês, vespa ou zangão, em razão do modelo da traseira elevada e rechonchuda, como o inseto, – possui mais de 48 mil unidades vendidas em solo nacional. O lançamento da motocicleta em 2004, trouxe diversas novidades para a época, além de ferramentas e detalhes que ainda não eram vistos em outros modelos.

Hornet – História

Desde que a Honda começou seus trabalhos no Brasil, em 1974, quando comprou um lote em Sumaré, São Paulo, com mais de 1 milhão de metros quadrados, com o foco de fabricar suas motocicletas, com equipamento nacional.

No entanto, em 1975, o Governo Brasileiro, proibiu a importação de motocicletas, o que fez a Honda construir outra indústria, só que agora na Zona Franca de Manaus. Com essa nova indústria, a Honda conseguiu importar suas peças para fabricar localmente suas motocicletas. Além disso, foi lá que fabricaram a primeira moto com motor movido a álcool, o modelo CG 125.

Quando iniciou suas vendas em 2004, a empresa liderou o segmento de nakeds, dando o título ao país de maior quantidade de vendas no mundo. E por ser uma moto muito famosa, ela se tornou a queridinha dos meliantes. Leia também: Como economizar combustível na cidade.

O modelo vendido por aqui, até meados de 2008, era da 2ª geração, ao mesmo tempo que os Europeus, já vivenciavam a 4ª geração, com nova motorização.

Embora seja classificada como naked para os Europeus, a CB 600F é considerada uma Street Fighter (rixador de rua), uma classe que entram motos sem carenagem, e que possuem motores de motos mais esportivas. A palavra Street Fighter, veio de competições de velocidade e de quem chegava em menor tempo.

A volta do Zangão

Recentemente, o presidente da Honda deu uma entrevista e declarou que a empresa está guardando o nome Hornet para uma futura oportunidade. De acordo com o presidente, – não devemos dar esse nome a qualquer modelo, entendemos que os clientes mais ansiosos e fãs do modelo não aceitariam, se caso aparecesse uma moto de menor cilindrada ou que não recordasse a verdadeira essência da Hornet.

No tempo que foi vendida no Brasil, ela foi praticamente a líder do segmento das naked. Contudo em 2009, quando a Hornet estava chegando a quase 10 anos de vendas, foram vendidas só 6.136 unidades, apenas naquele ano, um número muito baixo em comparação com o normal.

Já em 2017, a CB 500F, até aquele momento a nova líder de mercado, atingiu a 2.149 unidades vendida, ao mesmo tempo que a CB 650F, sucessora da Hornet, emplacou somente 758 unidades no acumulado de 2017.

Hoje em dia, o nome Hornet é utilizado pela empresa em um modelo que não tem nada a ver com o original. A CB Hornet 160R, que foi fabricada na Índia, é uma CG com baixa cilindrada, não tendo semelhança nenhuma com a naked.

Por isso, algumas pessoas pensam que o preço da Hornet é mais em conta atualmente.

Honda Hornet,

Hornet – Concorrentes

Em comparativos atuais, a nova Yamaha XJ6 N, competidora direta da CB 650F, apresenta um excelente nível de ferramentas e motorização bem equilibrada. Em movimento, independentemente de o trajeto ser longo ou curto, a CB 650F evidência que pequenos detalhes fazem a diferença. Seu assento inteiriço é mais aconchegante do que o bipartido da rival, além de acomodar melhor os motociclistas mais altos.

O garupa também anda melhor na Honda, porém na Yamaha é mais simples apoiar nas alças, que são bem largas. Nas duas motocicletas, o ótimo acabamento, auxilia na rotina do dia-a-dia. Os acessórios plásticos, como nos punhos de comandos ou mesmo na moldura do painel, possui bons materiais de toque agradável.

Na aparência, a Yamaha XJ6 N ganha destaque, por aproveitar-se de componentes chanfrados e diversos adesivos, como o “6” evidenciado nas laterais, que lembra a numeração de motocicletas de corrida. Na confrontação, a CB 650F chega a ser desagradável.

O painel de ferramentas, possui ícones com fácil leitura, em ambas as motos. Porém, o quadro da Honda entretém por ser digital. No entretanto, o da Yamaha XJ6 é clássico, pois conta com conta-giros analógico.

No final de tudo, a Honda talvez tenha razão e a CB 650F não veio para substituir a famosa Hornet. Falta nela, um pouco da sensação da abençoada naked média. O que deixa no line-up da indústria japonesa, uma brecha para um modelo sem carenagem, com motor quatro cilindros e muito mais personalidade.

Criado em 2020 por Reginaldo Salvino — Eletricista de Autos, apaixonado por tudo relacionado a carros!