Câmbio CVT: o que significa e como funciona?

o que significa cambio cvt

Certamente, você alguma vez já deve ter ouvido fala nele, o famoso câmbio CVT, sendo hoje uma das transmissões mais conhecidas, e também, usadas pelas montadoras.

Até porque, os carros automáticos deixaram de ser um artigo de luxo, para se tornar uma necessidade nas grandes cidades.

No entanto, mesmo diante desse crescimento, muitas pessoas ainda desconhecem os tipos, achando que todos são iguais, prestando atenção apenas na sua principal função: trocar as marchas automaticamente.

Ou seja, mesmo que muito importante, muitas pessoas acabam desconhecendo sobre o cambio CVT, que traz uma série de diferenças, quando comparada as transmissões convencionais.

Portanto, se você vai comprar um carro automático, ou já possui um, e ele tem uma transmissão automática do tipo CVT, conheça tudo sobre esse sistema.

Câmbio CVT x Câmbio Automático tradicional

Câmbio CVT: o que significa e como funciona

Ao contrário das transmissões automáticas tradicionais, as transmissões CVT não funciona com uma troca de marcha real.

Enquanto as montadoras procuram maneiras de melhorar o desempenho e a economia de combustível, algumas montadoras adicionaram até dez relações de marcha independentes às suas transmissões automáticas tradicionais para otimizar a rotação do motor.

A dois problemas aqui: há uma perda de torque cada vez que a transmissão muda de marcha, além de um número limitado de potenciais relações de transmissão.

Ou seja, ao adquirir esse tipo de veículo, as pessoas acabam sofrendo com problemas relacionados a desempenho.

Dessa forma, será nesse momento que o câmbio CVT acaba sendo usado, e acaba levando vantagem.

Alguns se referem a um CVT como uma velocidade única ou transmissão contínua devido à sua capacidade perfeita de alterar as relações de transmissão sem atraso.

A transmissão CVT possui um número infinito de relações de transmissão, permitindo que o motor opere em sua rotação mais eficiente o tempo todo.

De uma forma mais técnica, o câmbio CVT tem duas polias em forma de cone, de diâmetro variável, conectadas por uma correia de aço.

Uma polia é conectada ao eixo de entrada do motor e a outra ao eixo de saída que envia energia para as rodas.

Um lado de cada polia é fixo enquanto o outro é movido por um cilindro hidráulico.

O cilindro é capaz de ajustar a folga entre cada metade da polia, o que altera o diâmetro da polia e permite que o eixo de saída gire em diferentes velocidades.

Como resultado, um câmbio CVT consegue manter quase sempre um bom torque disponível, proporcionando um desempenho superior a câmbios convencionais.

A transmissão CVT tem muitas vantagens, mas também existem alguns pontos negativos. Vamos entender os aspectos positivos e negativos do câmbio CVT.

Animação 3D da transmissão CVT

A movimentação das polias que determina o ponto em que estará a corrente de transmissão, algo que muda em instantes.

Nesse sentido, variáveis entre seus extremos, as relações criam uma “marcha certa” para cada momento.

Logo, para que você possa entender melhor, confira o funcionamento na animação abaixo:

Nomenclatura das marchas no câmbio CVT

Enquanto no carro manual as marchas são identificadas de 1ª a 5ª e R (ré), no veículo automático, as letras das marchas mais comuns encontrados são D, P, N e R.

Logo, caso esse seja o seu primeiro contato, confira a função que cada letra induz.

D do inglês drive, é a marcha usada para dirigir

P – significa parking, utilizada quando o motorista estaciona o carro e vai desligá-lo

N – Neutro, é usada quando o carro está parado e ligado

R – vem do inglês reverse, é a marcha ré.

Para mexer no câmbio é necessário que o motorista sempre pise no freio até que o carro esteja completamente parado. Só assim é possível trocar a marcha sem quebrar a transmissão do veículo.

Funções adicionais

Saiba que grande parte dos carros automáticos, possuem outras funções que podem ajudar na autonomia e desempenho do veículo.

Algumas delas são:

L – do inglês low, também pode ser encontrado nos câmbios como 1 ou 2. Equivale à primeira ou segunda marcha do carro manual e sua utilização é indicada quando o carro precisa de mais força em baixa velocidade, como quando está em uma subida íngreme com o carro pesado.

S – vem do inglês sport e, na prática, ele atrasa a mudança das marchas. Ou seja, caso o carro no D troque de marcha quando a rotação está em 2 mil rpm, por exemplo, com o botão S acionado, essa mudança ocorrerá em uma rotação mais alta.

Kickdown – Em alguns modelos automáticos, o sistema eletrônico faz uma leitura do comportamento do motorista. No momento em que ele pisar mais fundo, o carro reduz uma ou duas marchas para ganhar aceleração e ter uma resposta mais rápida

Downhill – mais conhecido como assistente de rampa, o sistema downhill faz com que o veículo permaneça parado em uma subida mesmo que o motorista tenha tirado o pé do freio.

Deixando claro que todos os câmbios seguem esse padrão de nomenclatura, sendo universal e independente da transmissão.

O carro automático consome mais combustível!

Sim, é verdade, carros automáticos consomem mais combustível do que carro manual.

Isso porque, no processo de transferência de potência do motor para a caixa de câmbio, o conversor de torque perde parte de sua energia. Em contrapartida, o câmbio automático realiza as trocas de marcha em rotações mais altas do que o necessário.

Em uma transmissão manual, a pessoa que decide quando mais ou menos potência, velocidade ou torque são necessários é o motorista, e ele fará as alterações quando necessário.

Portanto, o consumo de combustível dos carros manuais é inferior ao dos automáticos.

Como economizar com o carro automático?

A principal técnica para economizar combustível em um veículo automático é prestar atenção nas mudanças de marcha do veículo e fazer com que ele execute essas mudanças.

Nesse sentido, conforme a velocidade aumenta, sem aumentar o acelerador, a rotação do motor ou a pressão do óleo no conversor de torque.

Em outras palavras, é necessário mudar de marcha naturalmente.

O que você não deve fazer em carros automáticos

Ao dirigir um carro automático, seu pé esquerdo deve estar de lado. Nestes tipos de veículos, o motorista precisará apenas do pé direito — a transmissão automática não possui embreagem.

Assim, o motorista usa o mesmo pé para acelerar e frear o carro.

Devido à prática em veículos manuais, muitos motoristas confundem os pés e acabam pressionando o pedal do freio com o pé esquerdo.

Contudo, o pedal do freio é altamente sensível e o pé esquerdo é usado para pisar na embreagem. Isso significa que, ao pisar no freio com o pé errado, o carro para drasticamente, aumentando o risco de acidente.

Custo de reparo do câmbio CVT?

Infelizmente, uma das desvantagens dos câmbios automáticos, é por serem sistemas mais complexos, o custo de reparo é bem maior.

Ironicamente, o menor custo inicial de produção do câmbio CVT ainda não se traduz em um custo de reparo mais barato.

Uma transmissão CVT danificada geralmente requer uma substituição completa devido a danos causados ​​por falhas.

As peças individuais podem ser caras e difíceis de encontrar, e nem todas as oficinas conseguem consertar um câmbio CVT.

Além disso, o câmbio CVT ainda não dura tanto quanto os câmbios automáticos tradicionais.

Vale a pena levar isso em conta se você planeja manter seu carro após o período de garantia da montadora, que varia de um a cinco anos, dependendo do fabricante.

É claro que antes de qualquer coisa, se faz muito importante procurar um mecânico de sua confiança, para realizar o serviço.

Além disso, manter a revisão preventiva, pode evitar que a transmissão venha a ter maiores problemas.

Conclusão

O câmbio CVT percorreu um longo caminho até atingir o nível atual de tecnologia e, geralmente, suas vantagens superam as desvantagens.

Em outras palavras, se você planeja usar um carro de mudança CVT por um longo tempo, faça um teste para comparar todas as opções de caixa de câmbio e considere estender o período de garantia.

Mas, querendo ou não, ainda é uma transmissão que vale muito a pena o uso.

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